Total de visualizações de página

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Dia da erradicação da pobreza

Neste dia de erradicação da pobreza, numa semana que começou marcada também pela devastação dos incêndios no nosso concelho, lembramos o dever de cuidar da natureza, mas também e sobretudo proteger o homem da destruição de si mesmo, como nos lembra o papa Francisco na encíclica Laudato Si (Sobre o cuidado da casa comum). 
Que miséria maior do que arruinar a vida do ser humano destruindo o ar que respira, os bens naturais de que dispõe para viver ou os bens materiais que conquistou durante toda uma vida, fruto do esforço do seu trabalho?!
Na origem de muitos males e miséria humana está, muitas vezes, a atuação do próprio ser humano, que não sabe desfrutar da beleza da criação e ver nela a grande mensagem da vida. Os problemas ambientais não podem dissociar-se dos contextos humanos e sociais. Estamos incluídos na natureza, somos parte dela e compenetramo-nos.
É justo que nos alegremos com os progressos e entusiasmemos com as possibilidades que nos abrem novas perspetivas, mas numa sociedade em que se vive obcecado pelo consumo, em que se esquece o sentido de justiça, se cultiva o lucro à custa do sofrimento de outros, se perdeu o sentido da dignidade humana, é urgente reafirmar os valores que ajudam a sair da autodestruição. Isto será possível “pelo despertar duma nova reverência face à vida, pela firme resolução de alcançar a sustentabilidade, pela intensificação da luta em prol da justiça e da paz e pela jubilosa celebração da vida” (Laudato Si). 
A qualidade de vida das pessoas, a sua harmonia com o ambiente, o encontro e ajuda mútua são raiz e a chave para o projeto do princípio do bem comum que todos temos o dever de defender e promover. 
Tomemos consciência da realidade, porque é a nossa dignidade que está em causa, ou continuaremos a coexistir com as perduráveis situações de miséria desumanizadora, deixando às gerações futuras um mundo inabitável. No dia em que todos começarmos a educar para a aliança entre a humanidade e o ambiente, estaremos a erradicar muitas das misérias humanas que a todos afetam.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

DO RECOMEÇO NASCEM GRANDES CONQUISTAS

Estamos no início de mais um ano letivo, a todos damos as boas-vindas, com o desejo de que seja um ano cheio de sucesso.

Queremos que esta página da EMRC, que vamos manter com a colaboração de todos os que de um modo ou de outro se sentem envolvidos, seja efetivamente o rosto dos valores que a todos dignificam.

Sempre que iniciamos um novo ano escolar, deparamo-nos com realidades novas e outras que não sendo novas queremos que o sejam; realidades que nos animam, frustram ou angustiam e nos lançam para o mundo do desafio e/ou do questionamento. A cada um cabe posicionar-se, na certeza de que em cada dia podemos sempre aprender algo de novo e a fazer diferente, ainda que isso envolva contrariedades, abnegação e sacrifício.

No contexto vivencial contemporâneo, são inúmeros os fatores que dão origem a questões e interrogações e que se tornam até assunto de notícia. A cada passo somos confrontados com situações que nos merecem alguma preocupação, mas não é menos evidente a pouca preocupação em “virar esta página” da história, para que o ‘novo’ seja efetivamente uma novidade.
A necessidade de nos interrogarmos e de tentarmos encontrar caminhos que vão de encontro aos questionamentos pessoais e sociais deve começar a ser objeto de preocupação, não para nos angustiar, mas para que aqueles que se cruzam connosco, nomeadamente os que hoje educamos, que serão os homens do amanhã, circulem e respirem um ambiente onde o rosto de cada homem irradie felicidade.
Num tempo em que se vive um clima de imediatismo, nem sempre construtivo nem dialogante, é necessário apelar aos valores que dignificam e levam ao respeito pelo outro; daí a importância de colocarmos todo o nosso afã na construção de uma escola/ uma comunidade onde todos se sintam reconhecidos e solidariamente envolvidos.
Todos sabemos que nem sempre é fácil esta tarefa. É deveras importante conhecer o sentido das nossas vidas, sob pena de não conseguirmos o bem-estar que tanto desejamos. A vida de stress, ou melhor, de distress, para onde todos continuamente somos empurrados, não perdoa a pouca ou nenhuma atenção que damos ao nosso 'eu' e muito menos aos outros – daí tanta insatisfação.
Urge saber parar e empreender uma mudança que leve a aprender a ver o mundo com outros olhos: aprender a olhar para dentro de nós mesmos, não para sermos ou fazermos o que os outros querem que sejamos ou façamos, mas para sermos quem somos e fazermos o que conscientemente deve ser feito.
Tudo isto exige empenhamento pessoal. A felicidade de cada dia radica nas nossas escolhas e atuações; floresce aquilo que procuramos e encontramos, aquilo em que confiamos e nos esforçamos. Cada um é, pois, construtor da sua realidade pessoal; por muito que alguém nos ame e queira ajudar, não nos pode substituir naquilo que temos que ser nós a fazer.
Cabe a cada um de nós acordar para a realidade, tomar consciência do 'nós' e ajudar as nossas crianças e adolescentes a encontrar o seu lugar no mundo, a acreditar nas suas capacidades, aceitando as suas limitações – a descobrir-se como um agente de mudança, porque é neles que está a esperança de uma família, uma escola, uma sociedade, um mundo melhor.
É na escola que se forja a identidade cultural de uma pessoa e se começa a construir o projeto de vida, mas é em casa/ na família que os princípios se enraízam. 
Porque as famílias e a sociedade contam connosco, e se da pessoa se (re)clama tanto, a disciplina de EMRC recomeça cada novo ano escolar centrada, de forma crítica e construtiva, na construção do conhecimento e da partilha de saberes pela descoberta de si próprio, dos outros e do mundo – mesmo que tenhamos que enfrentar os condicionalismos a que tantas vezes já aludimos. Há opções e prioridades; a cada um cabe a escolha.
Que o estar na EMRC, o estar (con)tigo e com os outros, seja tempo, espaço e fonte de inspiração para em cada dia descobrirmos uma meta e aprendermos a recomeçar perante as possibilidades e os desafios. O Programa delineado para cada ano de escolaridade vai ajudar-nos a descobrir e a posicionar perante nós próprios e as realidades circundantes. Acredito que enquanto seres abertos à comunicação e ao relacionamento, a inspiração do "tecelão" divino fará despontar em cada um de nós o horizonte do ser: ser boa pessoa, bom filho, bom aluno, bom amigo, bom colega, bom cidadão...
Recomeça sempre! E este novo ano terá o sabor das tuas conquistas.

Prof. Isabel Almeida

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Educação Moral e Religiosa Católica «abarca a totalidade da vida humana»

Proposta educativa é de opção facultativa por alunos, família e encarregados de educação

Lisboa, 06 jun 2017 (Ecclesia) – A proposta da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), que “abarca a totalidade da vida humana”, quer chegar aos alunos e suas famílias, no início de cada novo ano letivo, para oferecer uma “visão alargada” para crentes e não-crentes.

“O aluno com a disciplina de EMRC fica com uma visão alargada do que é a vida e recebe instrumentos, grelhas de leitura, da vida pessoal e comunitária. É proporcionada a possibilidade de querer fazer grandes escolhas do ponto de vista ético, valorativo, ou seja, ajudar a fazer escolhas conscientes”, afirmou o coordenador de EMRC no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) da Igreja Católica.
Em declarações à Agência ECCLESIA, o professor Fernando Moita explica que a disciplina de EMRC “não se destina a alunos católicos, a alunos crentes”, mas a todos que quiserem frequentar a disciplina, porque tem uma proposta que ajuda a pessoa a “entender-se melhor”.
“Vive a vida em função dos outros, sê ousado, tem coragem e perdoar, de amar, de te dedicares a grandes causas, de seres tu próprio enriquecido pelos outros”, acrescenta.
Para a estudante Matilde, os 90 minutos da disciplina “não carregam” os alunos porque torna-os “cidadão melhor” e os temas, como voluntariado, solidariedade, igualdade, são atuais para os jovens que devem “dar muita atenção, principalmente, nos tempos que correm”.
A jovem entrevistada explicou que optou pela disciplina facultativa, que é mais uma carga horária, pelo “exemplo da irmã”, que também frequentou, e porque é “catequista, acólita e escuteira”, para além da “dedicação dos professores da disciplina na escola”.
“Na minha turma vamos para a aula não a pensar que vamos para uma aula. Somos acolhidos de uma maneira familiar em que tanto expomos os nossos problemas, como aprendemos, como tornamo-nos melhores pessoas”, desenvolveu Matilde.
Segundo o coordenador de EMRC no SNEC, a disciplina não é o mesmo que a Catequese porque “acontece em contexto escolar”, ou seja, tem uma dinâmica própria do espaço académico e pelos seus destinatários.
“A Catequese tem como destinatários os crentes ou querem ser crentes, tem em vista a celebração da fé, o amadurecimento. EMRC quanto aos alunos não pressupõe a fé”, explica.
Para o professor Fernando Moita, a diversidade de alunos “traduz-se num enriquecimento muito belo” porque existe a oportunidade “de dialogar, de encontrarem razões para a própria fé”.
Neste contexto, o responsável nacional destaca que o programa da disciplina facultativa “é confessional, os grandes valores são os evangélicos” e a perspetiva ético-moral “é cristã como a Igreja Católica apresenta”, e o professor de EMRC “um homem crente, que ama a Deus, manifesta o amor de Deus no quotidiano escolar”.
Por sua vez, o professor João Barros refere que a metodologia para concretizar a disciplina de começa pelo “testemunho” dos docentes do que estão “a ensinar”.
“É uma forma de cativar os alunos, podemos falar de voluntariado mas se não formos voluntários os nosso alunos dificilmente serão voluntários. Se falar do amor humano e não tiver gestos de amor, não for capaz de sorrir, ter atenção a um aluno que vem ao meu encontro, ter atenção aos seus problemas, ansiedades, dificuldades”, exemplificou.

In  Ecclesia

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Nota Pastoral sobre a EMRC

Matrícula nas aulas de EMRC


Aos pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário

Prepara-se o novo ano escolar, que todos desejamos seja de verdadeiro crescimento para as nossa crianças, adolescentes e jovens, nas suas escolas.
Em todos os programas do Ensino Básico e Secundário, desde o primeiro ano, a lei prevê a oferta da disciplina curricular de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). Pretende esta oferta proporcionar aos nossos educandos, desde o primeiro ano do Ensino Básico, um desenvolvimento no qual os valores morais e religiosos acompanhem e iluminem os diferentes saberes que são propostos na escola e também ajudar as nossas crianças, adolescentes e jovens a abrirem o seu entendimento para as dimensões mais belas da vida.
Esta é a hora de lembrar aos pais e encarregados de educa­ção, como também aos próprios alunos, que vale a pena gas­tar tempo e fazer esforço para descobrir e abraçar com entusiasmo as dimensões moral e religiosa da vida e que sem elas a componente verdadeiramente humana do ensino fica incompleta.
Lembramos, por isso, o exercício da responsabilidade pes­soal no momento da matrícula, onde se propõe a escolha desta disciplina curricular.
Vale a pena escolher.

Guarda, 23 de maio de 2017

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Visita de Estudo de EMRC 7º ano

Na passada sexta-feira, dia 26 de maio, um grupo de 30 alunos do 7.º ano, inscritos em EMRC, fizemos uma visita de estudo por terras de Braga.
Desta visita, conhecemos o mosteiro de Tibães, incluindo a cerca, com toda a sua beleza monumental e ambiental.
O almoço teve lugar no Parque do santuário de Nossa Senhora do Sameiro. Depois de saciado o apetite, descemos até ao Bom Jesus do Monte, também conhecido como Bom Jesus de Braga.
O nevoeiro não permitiu ver claramente a paisagem, mas todos desfrutámos da beleza do espaço, quer da basílica quer do espaço exterior. 
Deixamos aqui algumas fotografias para que os nossos colegas que não foram, bem como outras pessoas, possam apreciar o que nós visitámos.

Mosteiro de São Martinho de Tibães























Bom Jesus de Braga







quarta-feira, 24 de maio de 2017

Visita à comunidade judaico-cristã, em Belmonte

No dia 18 de maio, dando cumprimento ao Plano Anual de Atividades, um grupo de alunos do 6.ºano, inscritos na disciplina de EMRC, viajou até Belmonte.
Foi-nos dado a conhecer o Museu do Azeite, o Ecomuseu do Zêzere, a Sinagoga, a Igreja de Santiago com o Panteão dos Cabrais, o Castelo com as suas salas de exposições temáticas, o Museu dos Descobrimentos e o Museu judaico, este situado num espaço provisório por motivo de se encontrar em obras de requalificação.